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Cursos sobre a socioantropologia do uso de substâncias psicoativas

De 06/03/2003

Local: Universidade Federal da Bahia

Cursos sobre a socioantropologia do uso de substâncias psicoativas ministrados pelo professor Edward MacRae semestralmente como parte do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da UFBa

Nestes cursos são abordados diversos dos aspectos socio-antropológicos relacionados à questão do uso de substâncias psicoativas. Neles pretende-se contextualizar tanto os diferentes usos dessas substâncias quanto explorar as implicações socio-culturais das políticas que visam a normatização ou a erradicação de diferentes modalidades de consumo de certos psicoativos

Conteúdo programático:
A abordagem biopsicosocial da questão das drogas e a importância do contexto socio-cultural da sua produção e uso
Drogas na história
Controles sociais e ritualização
Políticas oficiais sobre o uso de drogas
AIDS e redução de danos.
O uso de psicoativos em rituais religiosos


Bibliografia


1 Siegel, R.K. Intoxication- Life in Pursuit of Artificial Paradise, New York, E.P.Dutton,1989,p.207-54


2 Bucher, R. “À Procura de uma abordagem interdisciplinar da toxicomania”In;Drogas e Drogadição no Brasil, Bucher,R. ,Porto Alegre, Artes Médicas,1992,p.160-81


3Becker,H. “Uma Teoria da Ação Coletiva,Rio de Janeiro, Zahar, 1976,p.181-204

Becker,H. “History, culture and subjective experience- An exploration of drug-induced experiences ;In;Journal of Health and Social Behavior,8(1967)p163-76

Becker, H. “The Social Basis of Drug-induced Experiences”,In; Lettieri, D. J. , Mayers, M. Pearson,H.W.(eds.)Theories on Drug Abuse.NIDA Research Monograph 30, Rockville,NIDA,1980,p.180-90

Becker, H. Outsiders, New York, The Free Press, 1973,p 41-78


4Escohotado, A. Historia de las Drogas/1 Madrid, Alianza Editorial,1989,p.33-58

Velho, G. “Duas Categorias de Acusação na Cultura Brasileira Contemporânea”, In; Individualismo e Cultura, Velho, G., Rio de Janeira, Zahar 1981,p.55-64


5Escohotado, A. Las Drogas – De los orígenes a la prohibición,Madrid, Alianza Editorial,1994,p.5-31

6Escohotado, A. Las Drogas – De los orígenes a la prohibición,Madrid, Alianza Editorial,1994,p.33-95

Vigarello, G. “La drogue a-t-elle un passé?”, In; Ehrenberg,A.(org.)Individus Sous Influence, Paris,Éditions Esprit, 1991,p.85-100

7Zinberg, N. “The social setting as a control mechanism in intoxicant use” In; Lettieri, D. J. , Mayers, M. Pearson,H.W.(eds.)Theories on Drug Abuse.NIDA Research Monograph 30, Rockville,NIDA,1980,p.236-244

Zinberg,N. Drug, Set and Setting, New Haven, Yale University Press, 1984,p.1-45


8Grund, J.P.Drug Use as a Social Ritual,Rotterdam, Institut voor Verslavingsondersoek, 1993,p.89-128 , 237-256


9Castel,R.,Coppel, A.”Les controles de la toxicomanie” In; Ehrenberg,A.(org.)Individus Sous Influence, Paris,Éditions Esprit, 1991,p.237-56


10O’Hare, P. “Redução de Daanos: alguns princípios e a ação prática” In; Drogas e AIDS – Estratégias de Redução de Danos,Mesquita, F. e Bastos, F.I.(orgs.) São Paulo, Editora Hucitec, 1994,p.65-78

Marks, J. “Dosagem e manutenção de Heroína e Cocaína”In;Drogas-Hegemonia do Cinismo,Ribeiro,M.M. e Seibel,S.D.(orgs.), São Paulo, Memorial da America Latina,1997,p.269-281

11Karan, M. L. “O Processo Legislativo” In;Drogas-Hegemonia do Cinismo,Ribeiro,M.M. e Seibel,S.D.(orgs.), São Paulo, Memorial da America Latina,1997,p.343-353

MacRae, E. “A Excessiva Simplificação da Questão das Drogas nas Abordagens Legislativas” In;Drogas-Hegemonia do Cinismo,Ribeiro,M.M. e Seibel,S.D.(orgs.), São Paulo, Memorial da America Latina,1997,p.327-333

Adiala, J.C. A Criminalização dos Entorpecentes. In;Seminário”Crime e Castigo”,Rio de Janeiro, Fundação Rui Barbosa,1986a

Adiala, J. C. O Problema da Maconha no Brasil- Ensaio Sobre Racismo e Drogas, Rio de Janeiro, Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, série Estudos n.52, outubro 1986

12MacRae, E. Guiado Pela Lua – Xamanismo e Uso Ritual da Ayahuasca no Culto do Santo Daime – São Paulo – Brasiliense,1992, 195 pp.

Lanternari,V.As Religiões dos Oprimidos,São Paulo, Perspectiva, 1974,p.73-123

Sistemática de funcionamento

Os curso se desenvolvem 17 sessões semanais. O professor responsável é o Dr. Edward MacRae que conta também com o auxílio ocasional de outros especialistas no assunto.
Usualmente cada sessão deve constar de duas partes. Nas duas primeiras horas haverá exposições sobre um tema já escolhido; nas horas restantes será aberto debate liderado por equipes de alunos préviamente determinados.
É imprescindível que todos os alunos leiam a quota de leitura obrigatória prevista para a sessão já que a leitura prévia e completa desta é condição para a participação no debate. Os membros da equipe de alunos determinados para aquela sessão deverão apresentar resenhas comentadas dos textos indicados, aprofundando o tema. Os responsáveis pelas discussões deverão apresentar e distribuir no dia da exposição uma versão escrita contendo os principais elementos do comentário a ser exposto oralmente.
Além de participar das equipes de discussão, cada aluno deverá apresentar um “paper”, a ser entregue no final do semestre. Ele terá a forma de ensaio, a ser desenvolvido sobre tema de livre escolha, selecionado dentre as questões debatidas ao longo do curso e idealmente relacionado à problemática da futura dissertação.
A avaliação do desempenho dos alunos será baseada na análise da qualidade de suas apresen-tações nos seminários sob sua responsabilidade (40% da nota final) e do “paper” final (60% da nota final).
Na montagem da bibliografia, buscou-se sempre que possível, minimizar as dificuldades de leitura em idioma estrangeiro mas, dada a novidade do enfoque, a maior parte dos textos está em inglês ou francês, e os alunos continuam obrigados à sua leitura. Versões fotocopiadas de cada texto deverão estar disponíveis para os alunos consultarem.